Todo sentido que faz as coisas que queremos, esvai-se no momento em que elas se concretizam. O custo de oportunidade é a matemática básica do dia a dia. Onde está a certeza da necessidade de mudança, o sonho de ter desafios? Permanecem internalizados, mas diariamente poderados à luz da espera, da distância, da saudade. Abdicar e investir para uma vida inteira, mas, se necessário for, desinvestir. Muitos já disseram, "o importante não é estar ao lado, mas do lado de dentro". Repetir em voz alta esse mantra antes das refeições (comer sozinha é altamente depressivo!) e quando entrar em casa depois do trabalho (cadê os brinquedos espalhados na sala?) pode aumentar muito a expectativa de vida durante a semana fora de casa.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
A vida em ciclos
Cada sonho, um nó
Na garganta, no peito, na alma
Cada início, só
Sem bandeiras, sem alianças
Solitária esperança no que virá
Cada ida, pó
Fragmentos que preenchem lacunas, vivências
Sensoriais, cognitivas, sociológicas, metafísicas
Micropartículas na fusão da diversidade humana
Sedimento que nivela o piso para os próximos passos
De sonhos, de luta, e em algum momento, de partida.
(Aos colegas da SRE)
Na garganta, no peito, na alma
Cada início, só
Sem bandeiras, sem alianças
Solitária esperança no que virá
Cada ida, pó
Fragmentos que preenchem lacunas, vivências
Sensoriais, cognitivas, sociológicas, metafísicas
Micropartículas na fusão da diversidade humana
Sedimento que nivela o piso para os próximos passos
De sonhos, de luta, e em algum momento, de partida.
(Aos colegas da SRE)
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Nesta data querida
Soneto de fidelidade
(Vinícius de Morais)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Só nós sabemos quanto há para comemorar
E do futuro esperar...
(Vinícius de Morais)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Só nós sabemos quanto há para comemorar
E do futuro esperar...
terça-feira, 24 de maio de 2011
Uma herança pra deixar
Não quero que meu epitáfio seja extenso e repleto de desejos não vividos. Manter os olhos em alerta ajuda a captar cada mudança de vento que determine novas estações e assim posso aproveitar o melhor de cada uma delas. Penso, e como penso! Planos, projetos, orçamentos, fazem parte do dia a dia, como escovar os dentes ou arroz com feijão, embora reconheça, relutante, a importância de se entregar esporadicamente ao acaso. E na hora de executar, contar com auxílio/apoio/puxão de orelha é sempre uma ótima opção. Pessoas são componentes essenciais na execução de planos bem sucedidos. E querer perto, querer bem, requer dedicação. Bate papo na cozinha de madrugada, e-mail sem assunto, beijo-lembrete (sempre tem uma recomendação a ser feita) na saída e beijo-saudade na chegada. Momentos consolidam laços, estreitam braços, permitem viabilizar diariamente a felicidade. E ao fim, a lápide sem serventia, mera pedra fria esculpida, nada terá para guardar. Somente os componentes humanos arquivarão os estímulos sensoriais vivenciados e proporcionados através de minha existência.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Existe razão nas coisas do coração
Havia uma princesa que vivia no Reino dos Contrastes. Erudita de carteirinha, aventurou-se no estudo das letras, e durante a faculdade estudou com afinco o latim (assim como todas as outras matérias), devorou vasta literatura da biblioteca e cantou no coral. Mas, é certo que jamais abandonou outros interesses, tão diversos dos primeiros: a cervejinha do fim de semana, o arrasta-pé e o discurso feminista. A princesa suspirava e registrava versos romanescos, ao mesmo tempo em que verbalizava planos de permanecer avulsa na vida, eterna profissional full time. Prezava muito essa tal liberdade de ir e vir, mas, estranhamente, mal graduou-se em terras longínquas retornou à barra da saia da rainha-mãe. A princesa, por estes tempos, conheceu um príncipe, que como ela, poetizava. Verso vai, ônibus vem, o príncipe, tal qual experiente ourives, trabalhou e esperou o tempo necessário a cada etapa na construção da mais bela jóia. Assim, a resiliente princesa, jóia de raríssima pureza, terminou por vergar (sem comprometer a paradoxal estrutura básica) em direção à grande tarefa na existência cristã: crescei e multiplicai-vos. E feliz vai a princesa anunciando as núpcias, evento antes inimaginável na sua feminilista de planos...
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